<%@LANGUAGE="JAVASCRIPT" CODEPAGE="65001"%> Raul de Orofino - Teatro empresa

 

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Mário, Teu Humor Tá no Armário As personagens

A comedia MÁRIO, TEU HUMOR TÁ NO ARMARIO reúne quatro personagens em cena. A ação se passa dentro de um consultório de análise. O analista é a própria platéia. MÁRIO TEU HUMOR TÁ NO ARMARIO enfoca as dificuldades que temos em lidar com mudanças e desafios.

Volta.

 

ANA LUCIA - Mulher que se encanta por Ugo, que é um anão, e enfrenta os preconceitos de sua família. Ugo é um grande executivo. Ela insiste no namoro, não por "pirraça", mas porque está apaixonada de fato. "Foi o riso dele que me encantou!", diz.
Ugo a surpreende quando diz que está acostumado com as situações embaraçosas. Ana relata como está feliz, que não sente falta de um corpo a envolvendo, pois está completamente envolvida. Ela diz que ele a realiza sexualmente muito mais do que muitos homens altos que ela já teve. E arremata: "A Branca de Neve não sabe o que perdeu!"


CARLOS ALBERTO - Homem que foi demitido, não consegue emprego, vai ficando em casa e aos poucos, assume as tarefas do lar. Torna-se um "dono de casa" enquanto sua esposa, Elisa, continua trabalhando como executiva. Ele relata suas dificuldades em realizar tarefas da casa, em lidar com o ciúme de Elisa. Ela assume que não quer uma faxineira ou qualquer outra mulher dentro de casa com seu marido.
Ele enfrenta muitos desafios como ter que arrancar o dente da filha mais nova. Fica frustrado quando Elisa não aparece nas festa surpresa que ele preparou para o filho na escola. Ele começa, então, a perceber o que significa realizar tarefas que antes era Elisa quem fazia. Percebe o que é ocupar o lugar do outro. "Agora eu sei o que você fazia quando eu não estava aqui e por isso te amo mais ainda!", diz ele.


CLEYTON - É gay e reclama de Dudu, seu companheiro, que tem urinado na tábua da privada nos últimos dias. Dudu é autoritário, passou a ocupar o cargo de Gerente Geral em seu banco e tem gritado ultimamente com Cleyton e com seus funcionários. Como ganha mais dinheiro do que Cleyton, diz que vai continuar urinando na tábua, sim, e que a porta da rua é serventia da casa. Cleyton fica arrasado, vai embora para a casa da mãe, e apenas lamenta deixar Bebel Eduarda, a gatinha que eles tiraram da rua e deram muito amor.
Uma noite, de madrugada, Dudu telefona aos prantos. Diz que Bebel Eduarda teve uma inflamação rara no estômago, e que pode morrer. Cleyton vai correndo para a clínica onde o veterinário Bumbay é muito gentil ao perceber o desepero dos dois, e oferece a suite da veterinária para passarem a noite ali. Dudu confessa que tem medo de perder Bebel Eduarda e tem medo daquilo que ele não conhece. Diz que, diante de coisas novas, ele fica tão apavorado que começa a gritar com as pessoas. Bebel Eduarda melhora, Dudu começa a se tornar mais flexivel, e Cleyton reconhece que pode "reivindicar" suas questões de uma maneira mais doce e afetuosa.


PAI MAU HUMORADO - Ele relata que seu filho de onze anos foi passar o fim de semana com ele. O filho diz: "Pai, que cara triste é essa? Faz que nem a Feiticeira: mexe com o nariz e dá uma risada!" O pai não acredita que o filho está falando de um seriado dos anos 70 que ele via quando era garoto. O menino o convida para verem uma fita que ele gravou com episódios de A Feiticeira. Ambos assistem e o pai percebe que, depois que riu, começou a pensar melhor nos problemas dele e da empresa. Feliz, liga para sua atual namorada, e ela envia para ele uma reportagem que fala da importância do bom humor no tratamento de pacientes com Aids e com câncer.
Ele diz que quando ri, o ser humano libera endorfinas que anestesiam as dores. Ele resolve, então, colecionar figuras engraçadas, procurar sites de humor na Internet, e antes de voltar para casa, pegar filmes de comédia na locadora. Resolve se alimentar de BOM HUMOR!

 

 

 

 

 

Raul de Orofino

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