<%@LANGUAGE="JAVASCRIPT" CODEPAGE="65001"%> Raul de Orofino - Teatro empresa

 

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O Homem que é o Teatro
O actor Raul de Orofino criou há exactamente dez anos o conceito de teatro-pizza.
A Capital - 5 de Julho de 2000

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Por Miguel Pinheiro

Ele é uma mulher que se apaixona por um anão. Não: ele é um homossexual com problemas com o namorado. Não, não, ele é um desempregado que trata de casa enquanto a mulher está no emprego. Não, nada disto: ele é um homem normal que tenta sobreviver à rotina. Não. Também não. Quer dizer; sim! Ou antes: ou mais ou menos. O famoso ‘ele’que se tem falado nas últimas 13 linhas de forma tão confusa é Raul de Orofino, que encarna todos aqueles personagens na peça Mário, Teu Humor tä no Armário que este actor e autor teatral brasileiro, especializado em teatro ao domicílio e teatro em empresas, traz agora de novo a Portugal.

Mau. Agora a coisa está mesmo complicada. Como é que é? Teatro ao domicílio? Teatro em empresas? Calma, eu explico. É tudo muito simples. Então, é assim: a culpa, basicamente, é do Collor de Mello. Exacto: do Collor de Mello. Em 1992, o presidente do Brasil mais odiado de todos os tempos tomou a medida económica mais odiada de todos os tempos: o congelamento das contas bancárias dos cidadãos brasileiros. O resultado não foi nada brilhante. Uma das primeiras vítimas do aperto de cinto foi o teatro.

MILAGRE. Se as pessoas não iam ao teatro, só havia uma solução: levar o teatro às pessoas. Foi o que ele fez. Juntou 20 pessoas numa sala e mostrou-lhes que era possível fazer teatro em qualquer lado. O primeiro cachet, mais do que simbólico, foi ridículo – 500 escudos. Mas em breve iria se dar o milagre da multiplicação do dinheiro. E dos espectadores.